quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Novas aquisições.

Recentemente, adquiri dois novos itens para as minhas coleções sobre a Alemanha nacional-socialista e o Protetorado da Boêmia e Morávia. Aliás, gostaria de registrar nesta postagem os meus mais sinceros agrecimentos ao amigo J. Rodrigues (Postmail) pelo cartão postal alemão, cuja imagem encontra-se abaixo.
Cartão postal circulado entre Berlim (02/09/1941) e ??? (eu ainda não consegui decifrar o nome do destino do postal, escrito em estilo gótico). Os selos fixados correspondem ao valor do porte para esse tipo de correspondência, 6 Rpf. Ao lado esquerdo do carimblo obliterador há uma flâmula de propaganda, com a seguinte inscrição, em uma tradução livre para o português: "Taxa de entrega postal reduzida". Acervo: Wilson de Oliveira Neto.
Frente do cartão postal, em que é retratada a Petersstrasse, em Leipzig, cidade esta em que há mais de oitocentos anos acontece uma importante feira de negócios.
Envelope circulado dentro da cidade de Praga (08/07/1943). Carta registrada. Acervo: Wilson de Oliveira Neto.

sábado, 4 de agosto de 2012

No Dia do Selo, um marco está de volta.

Olho de Boi. Primeiro selo brasileiro volta em edição comemorativa.

Rosana Rosar
A reprodução e a comercialização das imagens do "Olho de Boi", primeiro selo brasileiro e segundo do mundo, marcarão o Dia Nacional do Selo em todo o país. Lançado em 1843, há 169 anos, este selo foi fundamental no processo de modernização dos sistemas postais, iniciado pela Inglaterra três anos antes com o selo "Penny Black". Hoje, os selos continuam tendo destaque mundial por dois motivos: sua comercialização para postagem de cartas e encomendas e sua utilização histórica em coleções de filatelistas.
Neste fim de semana, colecionadores catarinenses de selos, moedas, cartões telefônicos e de outros itens se reúnem no Hotel Castelmar, em Florianópolis. Célio Colin, 64 anos, presidente da Associação Filatélica de Joinville, será um dos participantes do Encontro de Colecionadores da Associação Filatélica e Numismática de Santa Catarina. Dono de uma coleção extensa e bem organizada de álbuns filatélicos comuns e temáticos, ele classifica o colecionismo como um hobby impossível de ser abandonado.
"O filatelista não coleciona só o selo, mas envelope, sedex, tudo o que se refere à filatelia, que é um hobby, algo que está no teu ego, cada um tem um tipo de colecionismo em si", comenta. O interesse pelas coleções - Célio também organiza e cataloga moedas, cédulas, cartões telefônicos e outros itens colecionáveis - surgiu na infância e foi aprimorado nos anos 1980, quando entrou na associação. "Eu já brincava com as coisas do meu pai, que era filatelista, com uns oito, dez anos, e com uns 20 comecei a me dedicar. E a filatelia é uma terapia. Quem começa não para mais", conta.
Atualmente, Célio expõe uma coleção que apresenta a história da filatelia no país na agência dos Correios da rua Princesa Isabel, no Centro, e segue pesquisando selos e materiais históricos para as coleções temáticas sobre o Brasil e a Alemanha. "Existe a filatelia clássica, emissão em si por ordem, com selos ordinários, e a temática por assunto. Cada selo tem uma história, existem peças caras, mas tem que investir, como em tudo", avalia. Dentre os álbuns temáticos o colecionador destaca um sobre a ecologia e outro sobre as paticipações do Brasil nas copas do mundo e Libertadores da América.

Selos personalizados.
Além de vender os selos comuns a partir de R$ 0,05, os Correios fazem selos personalizados pelo preço mínimo de R$ 33 por folha. Em Joinville, esse tipo de encomenda deve ser feita no guichê filatélico da agência da rua Princesa Isabel. "A pessoa pode solicitar o selo personalizado como quiser, com sua foto, de um animal de estimação, logo da empresa. É só nos trazer a imagem em arquivo eletrônico e pagar R$ 33 pela folha com 12 selos. As peças chegam em dez dias úteis", detalha Juliano José Marcola, gerente da agência.
Quando pedidos em grandes quantidades, os selos personalizados custam menos. Se a encomenda for de duas folhas com 12 selos, cada um custará R$ 25, por exemplo. Para despertar o interesse pela filatelia nas crianças os Correios também investem no projeto "Arte de colecionar". "Basta as instituições de ensino nos solicitarem que passamos um vídeo sobre o tema nas escolas", completa Juliano.
"A agência onde o guichê filatélico está instalado fica na rua Princesa Isabel, 394, Centro. Quem tiver dúvidas, pode ligar no 3433-1574. E quem tiver interesse em participar das reuniões da Associação Filatélica de Joinville deve procurar o grupo na Cidadela Cultural Antartica, na rua 15 de Novembro, 1.383, no América, aos domingos, às 9h30.

*   *   *

Em 31 de julho de 1943, o jornal são-bentense O aço publicou um artigo fornecido pela Agência Nacional de Notícias sobre o centenário do Olho de Boi, celebrado naquele distante ano de 1943. Como a matéria de Rosar trata da filatelia, tendo como mote o Dia Nacional do Selo, comemorado no dia de aniversário do Olho de Boi, creio que a transcrição do artigo seja oportuna (WON).

Olhos de Boi.
Vai o Brasil comemorar o centenário dos seus primeiros selos do correio, os famosos "OLHOS DE BOI" cobiçados hoje pelos colecionadores do mundo inteiro. Parecerá talvez que a ocasião não justifica maiores celebrações dum fato tão secundário. Mas há uma pequena circunstancia que melhor fundamenta os atuais festejos. É que a emissão de 1843 não deu apenas ao Brasil sua primeira serie de selos; forneceu tambem ao mundo nova prova de aspírito progressista que animava os nossos dirigentes.
Porque o Brasil foi o segundo país do mundo a adotar a inovação introduzida nos correios ingleses por Rowland Mill [sic.]. Enquanto as nações mais cultas e adiantadas do globo olhavam com desconfiança para o novo invento, no Brasil – então ainda um legítimo país ‘lá bas’ – já se adotava a utilíssima ideia, que vinha resolver de uma vez o antigo problema da taxação de correspondencia. Depois, um a um, foram todos seguindo o exemplo, da França, Estados Unidos, Itália e outros ao Afganistão, Tibé, Hawaii e semelhantes países quase a margem do mundo.
Provava-se a clara visão com que haviam agido os homens do Brasil, ao fazerem imprimir a primeira emissão de selos. E é essa visão, o espírito do progresso que nada se expressava, o que se comemora no primeiro centenário dos "OLHOS DE BOI" (A. N.).

Referências:
Olhos de Boi. O aço. São Bento, v. 7, n. 48, p. 1, 31 de julho de 1943.
ROSAR, Rosana. No Dia do Selo, um marco está de volta. Notícias do dia. Joinville, v. 6, n. 1789, p. 3, 01 de agosto de 2012.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Meus pêsames.

Entre as correspondências que recebi recentemente, encontra-se um pequeno lote de três envelopes circulados alemães de janeiro de 1937 endereçados a uma certa família Malischenski, situada na cidade de Essen, localizada no oeste da Alemanha. Cada um deles foi porteado com um selo regular de 3 Rpf. Suas respectivas obliterações, apesar de limpas e nítidas, não contém nada de especial.
Contudo, essas três cartas chamaram-me a atenção por uma razão bem interessante e pouco conhecida entre as pessoas que não estão acostumadas com a filatelia: tratam-se de correspondências de condolências, fato este evidenciado pelas linhas negras pintadas sobre as bordas dos envelopes. Antigamente, era comum as pessoas enviar cartas aos familiares de amigos ou pessoas próximas falecidos, em um sinal de luto.
Com o tempo, o costume entrou em declínio, sendo hoje, talvez, inexistente. Porém, os envelopes de condolências são ricos documentos a partir dos quais podemos conhecer um pouco das atitudes que nós, seres humanos, temos diante da morte. A forma com a qual lidamos com a morte varia no tempo e no espaço. Os vestígios mais antigos de rituais fúnebres entre os membros da nossa espécie, Homo sapiens sapiens, remontam ao período pré-histórico. Da mesma forma que a linguagem, os rituais fúnebres são o indício de uma revolução no campo das ideias, pois sua existência depende de um universo simbólico que somente é possível através do pensamento abstrato que, por sua vez, deu origem ao nosso mundo.
Envelope circulado dentro da cidade de Essen (11/01/1937). Acervo: Wilson de Oliveira Neto.
Envelope circulado entre as cidade de Duisburg (09/01/1937) e Essen - sem data de chegada registrada. Acervo: Wilson de Oliveira Neto.
 Envelope circulado dentro da cidade de Essen (08/01/1937). Acervo: Wilson de Oliveira Neto.

Fatos que me intrigam.
Ao examinar esses três envelopes, percebi que as identidades dos remetentes foram ocultadas, ou seja, ela não aparecem manuscritas nos versos dos envelopes, como seria de esperar em uma correspondência. Seria esse fato parte da etiqueta reservada às cartas de luto?
Outro detalhe que chamou a minha atenção são os valores pagos em cada uma dessas três cartas - 3 Reichspfennige, metade do valor pago por um postkarte! Uma carta comum, circulada dentro da Alemanha custava na época 12 Rpf. Suponho que 3 Rpf. seja um preço de um possível porte especial para esse tipo de correspondência, tal como ocorreu no Brasil de outrora.

sábado, 28 de julho de 2012

O Protetorado Alemão da Boêmia e Morávia (1939 - 1945).

O destino final de uma coleção de selos postais, seja ela temática ou tradicional, é o álbum. Geralmente, os leigos o confundem com o classificador, formado por folhas nas quais são fixadas tiras plásticas ou de papel vegetal em que são acondicionados os selos de uma coleção durante os seus estágios iniciais.
Os álbuns podem ser comprados já prontos pelo colecionador ou confeccionado pelo mesmo, através de editores de textos, como por exemplo, o Microsoft Word. A postagem de hoje expõe um exemplo de coleção de selos postais organizada em um álbum. Trata-se da minha Boêmia e Morávia. Entre 1939 e 1945, essa região, onde hoje está situada a República Tcheca, foi ocupada por tropas alemãs e transformada em um Protetorado da Alemanha. Como parte desse processo foram emitidos selos e demais itens ligados à comunicação postal, como por exemplo, bilhetes postais, carimbos comemorativos, entre outros.
















domingo, 22 de julho de 2012

Guerras e revoluções brasileiras: a Segunda Guerra Mundial, parte 2.

A Segunda Guerra Mundial afetou diretamente a vida das populações de origem alemã residentes, principalmente, no sul do Brasil. Lá, concentrou-se a maioria das colônias em que foram assentados milhares de imigrantes oriundos do que é hoje a Alemanha. Entre outras coisas, a guerra fez com que essas pessoas perdessem o contato com seus parentes localizados na Europa. Logo, não é de estranhar que, após o término do conflito, em 1945, a busca por notícias tivesse se tornado frenética. Nesse sentido, um dos meios encontrados pelos cidadãos brasileiros de origem alemã foi a Missão Militar Brasileira que atuou junto ao Conselho Aliado de Controle da Alemanha.

A Missão Militar Brasileira.
Localizado no número 14 da Killman Strasse, encontrava-se o escritório da Missão Militar Brasileira, aberto em março de 1946, e comandado pelo então Coronel Aurélio de Lyra Tavares. Além do fornecimento de informações aos cidadãos brasileiros de origem alemã sobre seus parentes europeus, a Missão também foi responsável pelo repatriamento de centenas de brasileiros que estiveram, por alguma razão, retidos na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial, em especial, quando da participação do Brasil no conflito, entre 1942 e 1945. Segundo informa o historiador Dennison de Oliveira (2008), até 1949, ano este em que ocorreu o encerramento das atividades da Missão na Alemanha, foram repatriados ao Brasil 2.445 cidadãos, além do envio de outros 2.752 estrangeiros refugiados.
Envelope circulado entre Nova Iorque (04/11/194?) e Joinville (21/11/194?), com trânsito por São Paulo (14/11/1947). Correspondência especial, despachada para o Brasil através do Serviço Postal do Exército dos Estados Unidos - APO (U.S. Army Postal Service). Acervo: Wilson de Oliveira Neto.
Verso do envelope, no qual aparecem os carimbos de trânsito por São Paulo, de chegada em Joinville e de identificação do remetente, a Missão Militar Brasileira junto ao Conselho de Controle da Alemanha. Acervo: Wilson de Oliveira Neto.

Referência:
OLIVEIRA, Dennison de. Os soldados brasileiros de Hitler. Curitiba: Juruá Editora, 2008. 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Um mundo de selos.

A filatelia temática é hoje um dos campos mais promissores do colecionismo de selos postais. É possível "falar" sobre praticamente tudo através de selos e demais documentos relacionados à comunicação postal. Contudo, colecionar selos a partir de temas é algo recente, que ganhou fôlego durante a segunda metade do século passado.  A postagem de hoje é parte dessa história, pois se trata de uma matéria sobre filatelia temática publicada nas Seleções do Reader's Digest, de dezembro de 1970.

Um mundo de selos.
Nôvo ângulo na Filatelia: a coleção de "temas".
William A. H. Birnie.
Os selos que aparecem nestas páginas são muito mais bonitos do que o que se vê acima. Mas êste selinho banal tem algo a seu favor: é o único sêlo que existe desta série de um centavo emitida pela Guiana Inglesa, e foi leiloado recentemente pela Galeria Robert A. Siegel de Nova York por 280.000 dólares. Foi o preço mais alto que já se pagou por um sêlo - e uma prova dramática de que o interêsse pelo venerável passatempo de colecionar selos continua em ascensão.
Os outros, que não são tão caros, são típicos da revolução estética do mundo dos selos que começou logo após a Segunda Guerra Mundial. No mundo inteiro, os países começaram a aproveitar os aperfeiçoamentos da impressão a côres para produzir uma galáxia de requintadas interpretações de tudo - de tordos a Rembrandts, de trens diesel a jogos de futebol.
Essas inovações não apenas melhoraram a aparência de milhões de cartas e cartões-postais, aceleraram as vocações turísticas e produziram novos rendimentos aos países emitentes; trouxeram também uma nova moda à coleção de selos, o mais popular entre os passatempos de coleção. Hoje os colecionadores, cada vez mais, preferem os "temas".
Não se procura o definitivo nem a raridade, nem o valor, como fazem os colecionadores tradicionais. Apenas escolhe-se um tema que interesse e em seguida colecionam-se todos os selos que se relacionam com o assunto. O ex-jogador de beisebol Ira Seebacher, por exemplo, está travando uma batalha divertida, porém difícil. O ramo dele é esportes, e existem atualmente 6.000 selos esportivos no mercado - com uma dezena ou mais de selos novos aparecendo cada semana. Uma colecionadora escolhe apenas selos que mostram barbas. Outra limita-se a galinhas.
Em 1949, Jerome Husak, então com 17 anos, colecionador pioneiro de "temas", fundou a Associação Americana de Temas (atualmente com 10.000 sócios em 90 países). A fim de ajudar os sócios a expandir suas especialidades, a associação preparou uma exaustiva classificação alfabética dos selos existentes em setores tão diversos como xadrez, óculos (em pessoas famosas), helicópteros, cogumelos, nus, santos e casamentos (nobres). Recentemente, numa pesquisa entre os sócios, a associação descobriu que os 10 mais populares dos 738 temas abrangidos eram, em ordem de preferência: espaço, arte, escotismo, flôres, mamíferos, navios, religião, Medicina ( e a Cruz Vermelha), pássaros e história americana (inclusive J. F. Kennedy).
"Ao tornar-se um colecionador de temas", diz David Lidman, colunista de filatelia do Times de Nova York, "a pessoa tem várias vantagens distintas. Pode colecionar a sua própria especialidade, um assunto que já conhece, mas quer saber mais a respeito; pode divertir-se arrumando sua coleção em álbuns com textos explanatórios que fornecem um fundo histórico, artístico e sôbre outros assuntos correlatos".
"E", acrescenta seu amigo Sylvester Colby, vendedor e leiloeiro: "isto pode ser feito com pouquíssimo dinheiro". Os preços da maioria dos selos de "temas" permanecem os mesmos da emissão. Há, exceções, é claro. Em 1961, a França emitiu quatro selos com pinturas de Braque, Cézanne, Matisse e La Fresnaye; originalmente custavam 60 centavos de dólar, e estão catalogadas por 15 dólares o conjunto. Um conjunto de 24 peixes tropicais, emitidos por Moçambique em 1952, por seis dólares e meio, agora é vendido por aproximadamente 100 dólares. O sêlo do 1.000 gol de Pelé, que custou 10 centavos de cruzeiro na emissão, já vale quatro dólares na Europa.
Tudo isto é divertido, mas está bem distante das coleções clássicas. Franklin D. Roosevelt sempre encontrou tempo para se ocupar com os seus selos, até mesmo levando-os para preencher os intervalos diplomáticos em Yalta e Casablanca. Quando morreu, sua coleção foi vendida em leilão por mais de 250.000 dólares. A coleção Josiah K. Lilly foi vendida em 1967 por mais de três milhões de dólares. Especialistas recusam-se até a tentar dar um valor às maiores coleções do mundo, aquelas do Museu Britânico, do Correio americano, do Instituto Smithsonian e da Família Real inglêsa (que, segundo consta, tem em sua coleção todos os selos emitidos pela Grã-Bretanha e suas colônias desde que o primeiro sêlo adesivo foi umedecido em 1840 - com a única exceção do nosso conhecido da Guiana Inglêsa).
Muitos filatelistas concordam que tornar-se um "colecionador de temas" é a melhor maneira de o principiante ingressar nos prazeres proporcionados pelo passatempo centenário e afirmam que dá mais prazer e exige menos do que o segundo passatempo mais popular entre os colecionadores - peixes tropicais.
Para se iniciar, êles aconselham: 1) Escolha um assunto que realmente lhe interesse. 2) Consulte os revendedores próximos, que acolherão com prazer novos colecionadores, por modestos que sejam. 3) Encomende poucos selos de cada vez, para não ficar assoberbado. 4) Aumente o conhecimento do seu assunto lendo sôbre ele.
Boa sorte e divirta-se bastante - quer comece com vegetais ou violinos, construção civil ou montanhas, bibliotecas ou faróis (todos, aliás, temas populares).

Referência completa da matéria transcrita:
BIRNIE, W. A. H. Um mundo de selos. Seleções do Reader's Digest, Rio de Janeiro; São Paulo, p. 44-51, dez. 1970.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

De Moscou para o Rio de Janeiro.

A postagem de hoje é uma homenagem a um esporte que foi responsável pela primeira medalha de ouro do Brasil em Jogos Olímpicos: o Tiro Esportivo. Durante as Olimpíadas de 1920, em Antuérpia, Bélgica, a equipe brasileira de Tiro Esportivo, após superar inúmeras dificuldades financeiras e materiais, conquistou para o Brasil sua primeira e única medalha de ouro, através do Tenente do Exército brasileiro Guilherme Paraense (1884-1968), que obteve o primeiro lugar na modalidade de tiro rápido com pistola, somando um total de 274 pontos.


De Moscou para o Rio de Janeiro.
O item desta postagem é um bilhete postal soviético alusivo aos Jogos Olímpicos de Moscou, disputados entre 19 de julho e 13 de agosto de 1980. Ele foi enviado pela equipe brasileira de Tiro Esportivo, hospedada na vila olímpica, sendo postado justamente no dia em que ocorreu a abertura do certamente, 19 de julho de 1980, conforme comprova o carimbo obliterador. O valor do porte para o Brasil foi completado por três selos postais adicionais - um comemorativo e dois regulares - fixados no canto inferior esquerdo do bilhete postal. Finalizando, o destinatário do mesmo foi a diretoria da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Bilhete postal circulado entre Moscou (19/07/1980) e a cidade do Rio de Janeiro (RJ) - sem data de chegada registrada. Acervo: Wilson de Oliveira Neto.